
No meu Facebook – e onde é que poderia ser? – postaram uma artigo do historiador e Deputado Independente ao Parlamento Europeu, eleito nas listas do Bloco de Esquerda, Rui Tavares. Faço referência a este texto porque, não obstante as diferenças ideológicas que existe entre nós, e apesar da ideia de desordem que o anarquismo incorpora, a situação económica e financeira da Bélgica, que para muitos andava perdida à deriva por estar mais de um ano sem governo, merece uma séria reflexão.
A questão é esta: serão necessários governos, políticas rígidas de austeridade para salvar a nau de um inevitável naufrágio? Nos inícios do século passado o poeta francês Anatole France dizia: “Perdoo-o à República que governe mal, porque governa pouco”. Visto à luz das teses minimalistas e anárquicas trata-se de uma grande contradição, já que “pouco” é sinónimo de “bom” e os belgas provaram-no, mostrando-se – como escreve Tavares, o Estado-membro que mais cresceu na União Europeia, bem mais do que a Alemanha! Dito isto, serve este post para tentar explicar que o nosso sucesso, pessoal e colectivo, não pode estar sustentado no aparelho que invariavelmente serve sempre os mesmos interessados, mas na ausência de uma massa crítica exigente, ou seja, no apogeu de uma cidadania activa e pela existência uma coerente estratégia educacional!
Não concordo de todo como o esvaziamento do Estado, pois não sou de todo anarquista, Quero, ao contrário do que dizia o poeta: “menos Estado, melhor Estado”! Um Estado que deixe de ser o palco de actores falhados! Porque, e este é o nosso cenário: se é preciso reacender a luz no fundo do túnel então precisamos de trilhar novos caminhos! Porque, como disse H. Ibsen (1828 - 1906): "o verdadeiro espírito de revolta consiste justamente em exigir a felicidade aqui na vida!"
Sem comentários:
Enviar um comentário