segunda-feira, 14 de maio de 2012

Escolha a perspectiva

"Paulo Futre já não vai ter um programa na RTP. Fonte do Governo disse à SIC que o ministro Miguel Relvas travou o negócio", versão da SIC


 


"Paulo Futre ia ganhar 30 mil euros para comentar o Euro 2012 na RTP, canal pago pelos contribuintes portugueses. Miguel Relva, Ministro da tutela travou.


 


Aproveito para lembrar que: A RTP teve 11 milhões de prejuízo, despediu pessoas e baixou salários. É também de lembrar que os funcionários públicos deixaram de receber subsídios de férias e Natal.

4 comentários:

  1. Cara Maria:

    O Miguel Relvas (restantes deputados e uma camada privilegiada paga com o erário público) ainda recebem subsídios, que muito provavelmente perfazem mais de 11 milhões anuais...
    O fenómeno Futre é o que grassa pelas TV´s que importam tudo o que é sucesso na net (seja bom ou mau, tanto faz!)... A Catarina Furtado também recebe 30 mil euros/ mês e apresenta um programa chamado "príncipes do nada"...
    É uma luta de galos e galitos, onde qualquer um dos intervenientes tem um salário muito superior à média nacional e por conta do erário público.
    Dito isto, qual é a perspectiva?
    Não podemos correr com todos...?

    Cumprimentos

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    1. Pode-se tudo, mas isso não invalida que eu concorde com a intervenção do Governo neste caso. Não é uma questão de simpatia ou antipatia é uma questão de coerência.

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    2. É um dedo da gestão na linha editorial, não podemos falar em "abertura de precedentes" num fenómeno que sabemos ser recorrente.
      Mas, se por um lado, até posso concordar a decisão de Relvas, não posso deixar de notar que em centenas de outros casos (mais avultados até) de má utilização e gestão do erário público nada é feito, inclusivamente pelos corredores da RTP (e fora deles também!)
      Relvas é coerente nos cortes (com o Futre) e incoerente nas excepções! Incoerente portanto...
      O Futre acaba em "fait divers", que pode reverter muitos pontos para Miguel Relvas no controlo da RTP, jogando as cartas certas!
      É muito fácil fazer populismo com salários de 30 mil euros mensais na RTP.
      É mais difícil fazê-lo com 11 milhões de prejuízo, numa empresa pública quando existe um BPN...

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  2. António Pereira de Carvalho15 de maio de 2012 às 10:31

    "A questão que às vezes me deixa louco:
    Louco sou eu, ou são os outros ?"
    Albert Einstein
    (1879-1955)

    Alguém me sabe dar duas boas razões, apenas duas, para o Estado português ter a RTP e mais não sei quantos meios de comunicação social, se é para fazer exactamente o mesmo que fazem os concorrentes !!! ??? É por estas e por outras que, de forma visceral, cada vez mais abomino o Estado em tudo que não sejam as suas funções de soberania, inalienáveis e indelegáveis... Tanto quanto possível raramente vejo a RTP por tudo aquilo me parecer algo de inadmissível e numa concorrência desleal, cobarde, vergonhosa, contra-natura, com outros players que, esses sim, arriscam o que é seu e dos seus accionistas e que se não tiverem retorno vão para o esgoto, pura e simplesmente...

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