domingo, 5 de fevereiro de 2012

Diário de um país apatetado

Num jantar em que depois de uma mulher elogiar um homem bonito, bem sucedido profissionalmente. Alguém que estava na mesa com o mesmo apelido, muito menos bonito e mal sucedido profissionalmente, decidiu esclarecer que o outro era da mesma família, mas de casta inferior (salvaguardo que não foi bem com estas palavras, mas o sentido era esse)....


 


Numa conversa de café, dois homens falam de mulheres, e acabam a comparar duas, uma delas muito mais bonita, inteligente, interessante que a outra, e igualmente com bom gosto. Mas um dos homens decide eleger como mais bonita a outra depois de saber que o apelido dessa era muito mais... sonante (se assim se pode dizer).


 


Hoje na missa. Entraram duas crianças amigas, uma delas era a filha do Dom Duarte, quando as duas meninas passavam pelo banco, esta era a única levava festinhas na cabeça das senhoras porque passavam, a outra era ignorada. Isto numa missa que celebra a palavra de Cristo. Alguém se lembra que S.José era carpinteiro?


 


À conversa com um amigo, este acabou por me contar que a família não queria festejar a elevada idade de um velho colaborador da família, simplesmente porque no seu tempo foi subalterno....


 


Numa redacção de um jornal, um jornalista diz a outro, "Achas que és muito inteligente? Então o que estás aqui a fazer?" (Será o jornalismo para estúpidos?)


 


Uma conversa à mesa: "A nossa família é antiga, vem de 1469". Resposta óbvia: As famílias têm todas a mesma idade, ou não estaríamos aqui ao mesmo tempo....

5 comentários:

  1. António Pereira de Carvalho5 de fevereiro de 2012 às 15:59

    "A beleza agrada aos olhos, mas é a doçura das acções que encanta a alma."
    Voltaire
    (1694-1778)

    SOCORRO!!!

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  2. António Pereira de Carvalho6 de fevereiro de 2012 às 11:13

    “A elite local envergonhava a República Dominicana”.
    (FAZ DE CONTA “Guia de Portugal”)
    Diário de Notícias, 28 de Janeiro de 2001
    Vasco Pulido Valente

    Antológica e genial frase síntese que explica o porquê de Portugal ter chegado ao que chegou e a dificuldade em sair do que está, se não mesmo a piorar ainda mais. Com honrosas excepções, temos umas elites que são uma MERDA!!!
    E já dizia o Condestável nos Lusíadas : “Que um fraco rei faz fraca a forte gente.”

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  3. António Pereira de Carvalho6 de fevereiro de 2012 às 11:14

    “Temos pouca gente decente em Portugal.”

    Jornal de Negócios, sexta-feira, 27.8.2010
    Weekend, págs. 4 a 11
    Entrevista a Anabela Mota Ribeiro
    Miguel Veiga

    “...Tenho andado a trabalhar num conceito que é desconhecido em Portugal, ou pelo menos pouco praticado: a decência.” Explique lá isso. “É a tradução em calão português do maior conceito de cidadania anglo-saxónico, decency. Não vamos entrar no reino das nuvens, das grandes frases e da retórica. Uma das primeiras manifestações da decency é o trabalho competente. Aqui, quando se fala num tipo decente, é um tipo que lava as mãos ou outra coisa no bidé todos os dias. Um conceito de higiene física. Temos pouca gente decente em Portugal. É um dos falhanços do 25 de Abril, que trouxe tantas coisas, mas que nunca conseguiu criar um conceito de cidadania e de decência para a generalidade das pessoas. ...”

    Ler tudo para perceber o conceito de DECENCY de que se fala...

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  4. António Pereira de Carvalho6 de fevereiro de 2012 às 11:20

    “Esta crise do BCP, pode parecer uma guerrinha que à distância do tempo tenderá a parecer arqueologia, mas ela é o reflexo de um país à deriva, submerso na lógica demagógica do poder das aparências. O BCP é hoje uma extensão da filosofia que rege o país, em que se quer fazer acreditar que o que parece é.”
    Terramoto BCP Toda a história
    Booknomics, 1ª Edição, Junho de 2008, pág. 222
    Maria Teixeira Alves

    Como se constata, "tudo como dantes, quartel-general em Abrantes"...

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