sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Entre a semântica e a realidade: Europa ou a anatomia do caos


 


A Grécia está na moda, e pelas piores razões! E esta proposição tem ainda mais sentido no actual contexto crítico que a Europa de hoje vive, para que os gregos saibam, de uma vez por todas, que não tem o lugar cativo neste “Olimpo”!, A Europa que se construiu desde  a Grande Guerra nada tem a ver com a Europa Mítica, “raptada” na mitologia grega. Goste-se ou não: o funcionalismo a que fomos votados, a que os estados europeus acederam, não pode ser reflexo disto mesmo. Neste mundo globalizado as palavras escritas, em 1931, por Georges Duhamel são persuasivas e temos que fazê-las nossas: “Tenho a certeza que a Europa será feita ou desfeita por grandes perigos: Não terá escolha, ou se revela ou morre. […] Procuro elogiar a Europa no mesmo momento em que ela sente abrirem-se todas as suas feridas…”


 


Há, assim, que distinguir esta Europa definitiva ou moderna da Europa mítica e clássica. Como disse “raptada” no lendário grego, porque é, de uma vez por todas, necessário separar as águas entre o “espírito grego” que nos corre nas veias que, através, da filosofia nos “ensinou a viver” desta Grécia moribunda e enquistada, sem eira nem beira, que nos "ensina a morrer"! Porque eu não quero que as palvras de Dostoievski façam, ainda hoje, eco (in "Irmãos Karamazov"): "Sei que me desloco para um cemitério, mas é o mais agradável de todos os cemitérios"! 


 


Está na hora de acordar!

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