A rever papéis em tempos de férias, deparei-me com uma crónica antiga de António Lobo Antunes sobre Juan Marsé, escritor catalão. Passo a citar:
"É um homem duro e eu gosto de homens duros são cheios de generosidade e desprovidos de pieguice. É capaz de troçar de si próprio. E tem um instinto literário agudo, o que também não é frequente. Parece mais um pugilista do que um escritor. Fala da vida e de romances da maneira que se deve falar da vida e de romances, isto é, com sabedoria, inocência e uma espécie de desprendimento irónico a disfarçar o amor, ou antes o desprendimento irónico que deve acompanhar o amor. É totalmente limpo de azedume."
É assim que eu gostava de me definissem, talvez me identifique um bocadinho com este retrato.
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