Nunca conheci Maria José Nogueira Pinto, a não ser na sua dimensão enquanto figura pública. Agora que me lembro bem, acho que me cheguei a cruzar com ela num jantar em casa de uma prima minha. Mas isso não conta para conhecer uma pessoa.
Apesar disso, sempre me identifiquei com Maria José Nogueira Pinto. Na forma como defendia aquilo em que acreditava, e acreditava no mesmo que eu, na família, na vida, no amor (Maria José Nogueira Pinto fazia parte do universo das católicas inteligentes).
Sempre me identifiquei com ela na coragem com que enfrentava as hipocrisias, as falsas verdades e as falsas bondades e por vezes, as manhas intelectuais dos seus interlocutores. Foi uma mulher doce e, ao mesmo tempo, uma rocha de tão convicta que era.
Foi muitas vezes deliberadamente subestimada por causa da sua educação, da sua sensibilidade, dos seus valores, do seu meio social, num mundo hostil a tudo isto, que é o meio político-jornalístico.
Fez me impressão a rapidez com que a doença a matou, cedo demais.
Gosto muito do que escreveste. Além justo é, também, uma lição de bom português que esta grande portuguesa bem mereceu.
ResponderEliminarObrigada meu querido António. :)
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