
Ontem, em Paris, Eva Joly, a candidata do Partido Verde às eleições presidenciais francesas de 2012 , reagiu assim à passagem de uma coluna de carros blindados na Praça da Bastilha, onde há 222 iniciou a Revolução Francesa: «J’ai rêvé que nous puissions remplacer ce défilé (militaire) par un défilé citoyen où nous verrions les enfants des écoles, où nous verrions les étudiants, où nous verrions aussi les seniors défiler dans le bonheur d’être ensemble, de fêter les valeurs qui nous réunissent».
De facto o que a senhora disse é bonito e até (no abstracto) estou de acordo. Há que elogiar e incentivar a cidadania e de, como disse, "fêter les valeurs qui nous réunissent". Porém a realidade não é lírica, e a Senhora esquece que estes momentos são - como eram no seu tempo pretérito dos desfiles na Praça Vermelha ou como os que acontecem anualmente no 10 de Junho - de unidade nacional, ou seja, são virados para dentro e para fora, tem uma linguagem própria; soberana e quem melhor do que os militares e a demonstração das suas forças para o fazerem? Em política, é preciso ser pragmático, isto é, mais do que nos preoucuparmos com a flor é preciso que se pense na totalidade do canteiro!
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