sexta-feira, 4 de março de 2011

Panos para mangas

 


Na belíssima colecção das Edições Tinta-da-China, dirigida por Carlos Vaz Marques, o livro sobre Paris de Julien Green - o mais francês de todos os americanos - tem um epitáfio de Baudelaire, tirado de "As flores do mal (LXXXIX, o Cisne)": "...a forma de uma cidade/Muda mais depressa que o coração de um mortal". Cidade neste sentido tem um entendimento urbano, dai que seja utilizado por Green para falar da sua Paris natal. Por recriação utilizemos o termo clássico de Polis e, nesta caso, há tanta coisa para ser dita. E convenhamos, o poeta tem toda a razão do mundo! Em politica a verdade de hoje já não tem validade alguma amanhã!



 

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