A CP, o Metro de Lisboa e a Refer estão quase em ruptura financeira. As empresas de transporte estão numa situação financeira muito difícil, uma vez que os mercados já não lhes estão a conceder crédito e estas empresas públicas poderão não ter dinheiro para pagar os ordenados. A situação é trágica. As empresa vão ter de aumentar os preços dos bilhetes e passes.
A Refer (gere as linhas ferroviárias) é a pior. Falhou uma operação de colocação de dívida no mercado, no valor de 500 milhões de euros, em Fevereiro, e entretanto viu o rating baixar de “BBB” para “BB”, que equivale a junk.
O grande problema da Refer e de outras empresas como a CP e o Metro de Lisboa é que não geram cash flow suficiente para pagarem a operação, pelo que têm recorrido ao mercado para obterem empréstimos. Isto, por sua vez, fez subir os encargos financeiros para montantes significativos.
É por isso que aquela célebre ideia de direita, sempre criticada pelo PS, devia ter sido implementada há mais tempo. O preço dos passes e tarifas devia ser proporcional ao rendimento. As empresas têm que dar lucro e o Estado só pode subsidiar os que precisam. Porque raio é que o passe social é o mesmo preço para mim e para o Belmiro de Azevedo?
Agora, sem acesso a novos financiamentos, algumas empresas de transportes correm o risco de incumprimento nos pagamentos à banca e a fornecedores, e mesmo aos próprios trabalhadores.
Enfim acabará, ironicamente por ser mais barato o carro.
Assim como passou a ser mais inseguro trabalhar para o Estado do que no sector privado, quem diria?
Bem, nunca tinha pensado nessa ideia, mas é sem duvida uma boa solução, só não sei se neste tempo era a mais indicado.
ResponderEliminarMas pra mim o estado deveria reduzir o peso q os combustíveis tem na balança comercial, devia adaptar medidas de modo a que os Portg deixassem o carro em casa e se deslocassem de T.P, era sem duvida uma medida q a curto prazo tinha reflexões na balança comercial, aliviava e muito as nossas.
Agora, com o problema que estamos a atravessar só mais a favor do estado deixar as pessoas (apenas aqueles q provassem que precisavam dos T.P pra se deslocar pra o trabalho) utilizar os T.P de forma gratuita de segunda a sexta.