Um dia a seguir à aprovação do Orçamento de Estado para 2011: Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão a acentuar a subida, tendo já atingido um novo máximo histórico nos 6,655%, acima do anterior recorde de 28 de Setembro, fixado nos 6,554%. Este é, desde a criação do euro, a contrapartida mais elevada que os investidores cobraram entre si para a negociação de dívida portuguesa. "Há um claro afastamento dos investidores do mercado da dívida e uma procura por outros activos mais arriscados, como as acções e as matérias-primas", dizem os analistas. Conclusão: Ninguém voltará, no médio prazo, a ter interesse em comprar dívida soberana. Logo os juros vão continuar a subir. Portugal como está muito endividado, vai ser penalizado. Porque a subida dos juros agrava o défice do Estado, por via do custo da dívida. Portugal tem que diminuir a sua dívida pública sobre o PIB. Como é que vai fazer isso sem aumentar o PIB? Isto já não vai lá com subidas de IVA.
EXCELENTE PERGUNTA!!! PARABÉNS.
ResponderEliminarSó alguns princípios gerais e estratégicos, pois de contrário fazia aqui um manual de Economia Política/Programa de Governo.
“Sofremos de mais pelo pouco que não temos e alegramo-nos pouco com o muito que temos”
William Shakespeare
Medidas imediatas.
1 – Como “subsídio trás sono”, para além de ser algo de totalmente antinatural, com todas as consequências antropológicas conhecidas, com excepção de TODO O APOIO para doentes e “velhos”, fim de todo e qualquer subsídio, percebendo que os mesmos terão que ter sempre um carácter de excepcionalidade absoluta;
2 – Cortes profundos, em todos os salários, pensões e afins da função pública e de tudo o que tenha a ver com o Estado, acima de 1.000,00 € mensais;
3 – Fim dos subsídios de Natal e de Férias. Haver férias e pagas já é muito bom;
4 – Liberalização total da legislação laboral. Há trabalho, trabalha-se e recebe-se. Não há trabalho, paciência. Ide criá-lo e/ou procurá-lo;
"Eduquemos as crianças e não será necessário castigar os homens”
Pitágoras
(571-570 ac)
Medidas estruturantes de médio e longo prazo.
1 – Total e absoluto INVESTIMENTO na FAMÍLIA, como pilar único e insubstituível duma sociedade humana. É ela a única “fábrica” onde se “constroem”, educam, instruem, formam e lançam para a VIDA o elemento fundamental para a mesma: AS PESSOAS. Incluindo para efeitos actuariais, tendo em vista o desejado ESTADO SOCIAL;
2 – Redução do Estado às funções e missões de soberania, vendendo todas as participações em todas as empresas e afins que não sejam essenciais à prossecução daqueles desideratos. Prefiro 1.000.000.000 de vezes O MERCADO a funcionar, com todos os seus defeitos, riscos e injustiças, do que qualquer direcção “política” e afins, com todas as suas virtudes e boas intenções;
3 – Brutal elevação de exigência a nível do ensino. Quem aos 10 anos não souber escrever sem erros de ortografia, seja em ditados e/ou redacções, não souber fazer contas na ponta do lápis, fazer cópias sem erros e ler, percebendo em plenitude o que está a ler, não poderá entrar no ensino secundário. E depois sempre a apertar;
4 – Total investimento no MAR, na TERRA, na Ciência, mas a sério e no mundo da LÍNGUA PORTUGUESA;
Chegam estas sugestões, para começar?