terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Luz do Mundo


Chega no fim do mês a Portugal o livro de Bento XVI onde entre outras coisas relembra que a homossexualidade é contra Deus.

1 comentário:

  1. António Pereira de Carvalho24 de novembro de 2010 às 09:36

    “O homem que procura a fortuna vale o mesmo do que aquele que procura a verdade? Não é a mesma coisa. A fortuna torna-nos prisioneiros. A verdade liberta-nos.”
    Philip Roth


    Já num comentário anterior expressei a minha profunda convicção de que não existe pensamento epistemológico mais conhecedor, revelador, elaborado, profundo e denso sobre a “coisa” humana, do que quase toda a exegese que é feita pelos “doutores” da Igreja de Roma. De facto, mais de dois mil anos de reflexão, quase sempre com absoluto AMOR na procura da VERDADE, dão uma depuração de conceitos e uma tal solidez de princípios e valores, que toda e qualquer nova publicação deve ser celebrada como mais um pingo a juntar a um imenso oceano de BEM. Num exercício de elementar humildade e pelos motivos antes expostos, deveremos sempre dar a cada um desses novos pingos a presunção quase inelidível de que eles são mais um auxiliar para a plena REALIZAÇÃO e FELICIDADE do Ser Humano. Não conheço filósofo, nem filosofia, escritor, nem qualquer outra religião, nem teoria geral, que se lhe aproxime, em qualquer aspecto. É quase o mesmo que querer comparar a ÁGUA com a Coca-Cola. A única coisa que me faz alguma “confusão” é a perseverança com que milhões de seres humanos se recusam a ver de forma obstinada uma mensagem de AMOR que, a ser executada, seria a FELICIDADE de todos. “Mistérios.”

    Quanto à homossexualidade não percebo como se chega ao estado de aceitar que um relacionamento humano seja caracterizado exactamente pela “preferência” sexual enquanto prática, por me parecer que antes de qualquer prática dever-se-ia assinalar um conjunto de afectos, afinidades e respeitos próprios e alheios, sem qualquer carácter sexual, fundadores, esses sim, de um qualquer relacionamento humano são. Com todas as minha amigas e amigos tenho relações de amizade, solidariedade e carinho, que nunca têm de ultrapassar nem suscitar qualquer outro tipo de desejo. Fazer deste um critério FUNDAMENTAL e “FUNDADOR”, seja para o que for, parece-me um tal absurdo que, inevitavelmente, nos leva, nalguns casos, para o reino do patológico ou muito próximo. Também o corpo humano e as suas infinitas “funcionalidades”, tem que obedecer a uma TEOLOGIA, sob pena de poder ser equiparado a qualquer máquina, tendo em vista e apenas objectivos específicos a cumprir. Parece-me claro que a concupiscência, a lascívia e seus derivados serão sempre maus caminhos, com consequências de NÃO AMOR quase sempre profundamente nefastas para o próprio e para o próximo, seja directo ou indirecto, incluindo a própria comunidade.

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