domingo, 11 de junho de 2017

A TAP pública é para dar lugares de administrador

Resultado de imagem para tap


O que salta à vista das notícias sobre a administração da TAP, é que, para calar críticos, o Governo espalhou várias forças na administração da TAP.


No fundo o que pretendia o Executivo era calar as críticas à escolha de Diogo Lacerda Machado para administrador da TAP. Penso que terá passado pela cabeça de António Costa dar-lhe o lugar de chairman, mas achou que seria motivo de críticas da oposição e então, para calar os críticos, escolheu para chairman um social democrata, Miguel Frasquilho.


O advogado Diogo Lacerda Machado, foi escolhido por António Costa para negociar o acordo com o consórcio Gateway, para a reversão da partipação estatal na TAP, que acabou por ser de 50%. Já se percebe para que quer a reversão da privatização da TAP o executivo, para ter sítios onde encaixar administradores. É uma tradição do PS, essa tentação de serem Deus do tecido empresarial.


No fundo o PS é o eterno partido do lobby, nisso mantém a tradição.


Mas há mais escolhidos pelo Estado para administradores. Esmeralda Dourado, administradora da SAG, Bernardo Trindade, ex-secretário de Estado do Turismo  nos XVII e XVIII governos de José Sócrates, integram o lote de administradores não-executivos que são indicados pelo Estado. A estes nomes junta-se ainda o de António Menezes, ex-CEO da companhia aérea açoriana Sata. No sábado, o Expresso tinha confirmado que Miguel Frasquilho será o presidente da administração que integra ainda Ana Pinho, líder da Fundação Serralves, para além do amigo Lacerda Machado.


Acredito que se pudessem retomavam os direitos de nomear administradores na EDP e nos CTT, o Bloco faz o papel de reivindicador, mas o PS adoraria mais "boards" disponíveis. Só nos bancos é que não se querem meter. Já perceberam que os lugares de administradores de bancos são presentes envenenados.Porque os bancos são hiper-regulados por Bruxelas e Frankfurt, não convém. Mas nos outros sectores é o ver se te avias.


P. S. Marques Mendes disse no seu comentário de domingo na SIC que não havia conflito de interesses. Eu gostava de saber o que diria o comentador se o Sérgio Monteiro fosse para a administração  (se fosse possível) do Novo Banco em nome do Fundo de Resolucao?


 

Sem comentários:

Enviar um comentário