segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Morte Chega Cedo.

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A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.

O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

 

Como não sabia como expressar o meu sentimento por estes concidadãos que morreram ceifados pelo incêndio deste sábado, encontrei neste poema, de Fernando Pessoa, uma forma de o fazer. Outra, que já o fiz, é orar. Orar muito: pelos mortos e, principalmente, pelos vivos que tem que viver, dia após dia, com a ausência de quem partiu.

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