Miguel Monjardino: "O grande motor da deslocalização das empresas nos últimos trinta anos foram os baixos salários praticados na China. Esta fase acabou. Os salários estão a subir de uma forma acentuada em todas as cidades chinesas da costa do Pacífico. A vantagem competitiva das empresas multinacionais norte-americanas que optaram por deslocalizar para a China o fabrico dos seus produtos é agora muito menor ou mesmo nula. Além disso, Pequim tem todo o interesse em mudar o seu modelo económico de maneira a favorecer o desenvolvimento das províncias mais continentais, dos mercados internos e da inovação".
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"É possível que, como o Economist argumentou a semana passada, o preço do petróleo desça substancialmente nos próximos anos. Mas, mesmo que isto venha a acontecer, a revolução energética em curso nos EUA já baixou imenso o preço da energia ao nível industrial.
O regresso das empresas multinacionais norte-americanas às fábricas nos EUA não significa que vem aí uma onda de milhões de novos empregos industriais. Significa, todavia, que a fase da deslocalização da produção industrial da América para a China e a Ásia está a chegar ao fim. E isto é um acontecimento importante ao nível político e económico".
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