Já há algum tempo que verifico nesta sociedade uma particular embirração com as mulheres. Uma violência irracional na forma como se critica (e de forma viciante) as mulheres. Isabel Jonet; Maria Luís Albuquerque; Cristina Espírito Santo; Isabel dos Santos; Judite de Sousa, foram algumas das mulheres alvo da violência verbal que pulula (de forma irresponsável, muitas vezes por pessoas anónimas ou desconhecidos) pela internet. Será porque as mulheres são vistas como alvos mais fáceis? Ou estaremos a assistir a um enfraquecimento da virilidade? Reparem, nunca nenhum chanceler alemão foi tão violentamente criticado como Angela Merkel.
Eu estranho esta intolerência do sexo oposto com as mulheres. Ainda tenho em mim incutida a ideia de que os homens são especialmente tolerantes e reverentes com as mulheres; são especialmente delicados com o sexo oposto. Tenho em mim a ideia de uma referência dos homens em relação às Senhoras. Mas agora reparo que nunca o ódio às mulheres foi tão colectivo. Tenho saudades do marialvismo.
Li agora no twitter (tenho o twitter bloqueado e por isso não vou responder lá) que um ilustre desconhecido diz isto sobre este post
ResponderEliminar"Coitada da @MariaTAlves, deve ser chato saber que há um grupo de pessoas com valor, mas que não são respeitadas devido a ideias retrógradas". Ora parece-me que as ideias ditas vanguardistas também podem ser responsáveis pela falta de respeito de pessoas com valor. Aliás neste caso considero que há uma parte de modernismo na forma como os homens olham para as mulheres, como adversárias no campo de batalha.
Outra coisa importante sobre este comentário do desconhecido: eu também lamento que as pessoas com valor não sejam respeitadas. Quer seja por causa de ideias retrógradas quer seja por causa de ideias modernas. Todos os preconceitos são maus. As pessoas confundem eu ser contra uma legislação com a falta de respeito pelas pessoas. Não sou de todo contra as pessoas, mas sou contra a legislação.
Há algo neste teu post , cara Maria, que me deixa perplexo: pôr no mesmo saco mulheres de grande gabarito intelectual e humano, como Isabel Jonet e Maria Luís Albuquerque e as outras que pelo o que dizem, fazem ou se portam não são lá grandes exemplos. Aliás gostaria de saber se na tal "sexta-feira negra", como se veio a defender publicamente, a Judite Sousa trucidaria fosse quem fosse o seu entrevistado?
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