"Nunca gozei com a licenciatura domingueira de Sócrates. Havia ali uma fragilidade muito portuguesa que travava o meu cinismo. Conheci muita gente com histórias mais ou menos parecida"
"Os corta-matos académicos de Relvas e Sócrates irritam meio mundo, porque esse meio mundo é parecidíssimo com Relvas e Sócrates. As sub-licenciaturas em questão são um espelho da sociedade. Somos, todos, mais parecidos com eles do que julgamos".
Henrique Raposo sobre as licenciaturas de José Sócrates e Miguel Relvas
Fala por ele, o cab...! (Peço desculpa, mas não resisto. Que isto não seja desculpa para nixar o comentário.)
ResponderEliminarSo porque o Raposo manhoso conhece muita gente que aldrabou os estudos (ele lá sabe onde estudou) não quer dizer que seja a maioria - mais, não quer dizer que possa ser aceite como ética. Não sou parecido com eles, nem ninguém que eu conheço (estudei nos EUA, mas é igual em todo o mundo).
Como é que a Miss Mary, que parece uma pessoa honesta, dá cobertura a um dislate destes?
Acho que não percebeu o Henrique Raposo, o que ele quer dizer é que o Tuga adora este tipo de chica espertice, que é uma coisa muito portuguesa. Não é inédito as pessoas aproveitarem as brechas na lei, as facilidades para se safarem, aqui e ali. Os portugueses têm esse lado preguiçoso. A indignação dos portugueses nestes casos é a indignação tipica dos fariseus, grandes pecadores, mas no entanto muito moralistas.
EliminarEu mesma já tinha pensado nisto, por isso é que gostei do que escreveu o Henrique Raposo. Por exemplo fartei-me de ver pessoas a difundir apelos "Vai estudar Relvas" e no entanto eram pessoas que não tinham mais do que o 12º ano, que deixaram de estudar por preguiça e porque achavam que já tinham estatuto suficiente, não precisavam de nada porque eram convidados para empregos razoavelmente bem pagos, por serem de famílias conhecidas. Portugal está cheio de pessoas que como o MRelvas ou o JSócrates se deslumbraram com poderes fáceis e acharam que não precisavam de estudar. O problema é que estes dois, chegaram a lugares onde a falta de habilitações académicas os envergonhava e, como bons tugas, com as oportunidades mesmo ali à mão, aproveitaram-nas. Típico, típico. Claro que há excepções, e não é toda a gente assim, mas é um comportamento típico da mediania.