segunda-feira, 8 de abril de 2013

Lembrar Margaret Thatcher

 


Em 1979, quando Margaret Thatcher assumiu o cargo de primeira-ministra, a economia britânica enfraquecia. Adoptou o Monetarismo de Milton Friedman, da escola de Chicago, como política económica, ao mesmo tempo que removia subsídios e regulações do Estado à economia.


Como consequência, o país enfrentou uma quebra de empresas ineficientes, um aumento no desemprego e a escalada da inflação. Nesse ambiente, Margaret Thatcher elevou impostos e reduziu a oferta de moeda para conter a inflação, deixando para trás as políticas de estímulo monetário do pós-guerra e coleccionando críticas de 364 economistas consagrados, reunidas num manifesto.


Com o colapso de sua popularidade - apenas 23% em Dezembro de 1980 - a primeira-ministra britânica recebeu a ajuda da invasão argentina, em 1982, às Ilhas Falkland, conhecidas como Malvinas na Argentina. Ao decidir defender a soberania britânica sobre as ilhas, Thatcher viu sua popularidade beneficiar do fervor patriótico gerado pela disputa e pela vitória das forças britânicas. Nas eleições gerais de 1983, o Partido Conservador liderado por Margaret Thatcher venceu por grande maioria e confirmou o segundo mandato da primeira-ministra.


 Foi neste segundo período no poder que a conservadora levou adiante uma série de iniciativas que ficou conhecida como Thatcherismo: a privatização da maioria das indústrias administradas pelo governo, incluindo os serviços de abastecimento de água, electricidade e ferrovias, dinamizando a iniciativa privada, além da redução de gastos com serviços sociais. Ela também enfrentou os sindicatos, aprovando leis concebidas para coibir as greves que assolavam o país. Suas iniciativas geraram um dos eventos mais críticos de seu governo: a greve dos mineiros, em 1984, que protestavam contra o encerramento das minas que não eram lucrativas. Margaret Thatcher mobilizou os britânicos de forma a pressionar os mineiros e forçá-los a voltar ao trabalho sem qualquer concessão.


 A forte oposição da primeira-ministra britânica ao comunismo da União Soviética - que ela apresentava como um demónio que deveria ser combatido - valeu-lhe o título de "Dama de ferro", atribuído pela imprensa soviética e logo adoptado pelo Ocidente. Essa posição, alinhada com Ronald Reagan, foi alvo de críticas por todo o mundo por alegadamente fomentar a Guerra Fria até a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder.


"A economia é o método, mas o objectivo é mudar a alma" foi a frase célebre dita por Margareth Thatcher há muitos anos quando implantava no Reino Unido as medidas económicas preconizadas por Friedman e que vieram a ser conhecidas por neoliberalismo.


“A moeda comum europeia está destinada ao fracasso, política e socialmente, apesar de o tempo, a ocasião e as consequências disso ainda serem incertas”No começo dos anos 1990, Thatcher era contra a integração da Europa em torno do bloco geoeconómico que estava sendo proposto, o qual mais tarde se tornaria a União Europeia.


Em 1979, o ano em chegou à chefia do Governo:"Qualquer mulher que entenda os problemas de cuidar de uma casa está muito perto de entender os de cuidar de um país""Não sou político de consensos. Sou político de convicções."


Sobre a greve dos mineiros, 1984/1985:“Nas Falklands tivemos que ir combater o inimigo lá fora. Mas temos que ter sempre atenção ao inimigo cá dentro, esse é mais difícil de combater.”


"Ser poderoso é como ser uma Senhora. Se tiver que lembrar às pessoas que é, não é."


"Vale a pena conhecer o inimigo... entre outras coisas pela possibilidade de que algum dia ele se converta num amigo."
"Todo o poder é confiança." "Nunca minta deliberadamente. Mas, às vezes, convém ser evasivo."
"O Socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros".



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