Há muitas vozes que se tem insurgido contra a carga policial. Eu não estava lá, portanto é sempre mais fácil escrever, dizer o que penso (como escrevi), sem contingências, a relatar os factos na primeira pessoa. Não estava lá. Não tenho vocação para isto. Há, no entanto, dois testemunhos que me parecem importantes. O de Vítor Belanciano, jornalista e critico musical do jornal Público e o de Davidian Lopes que li no Facebook, cito e subscrevo:"(...) O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA. É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança."
Tira-se, de facto, a esperança! Ficaremos doravante reféns desta reacção química entre o provocador e o reagente. E a maioria fica condenada a ter medo e a pensar duas vezes se vale a pena defender no que acredita! Traduzindo-se, como escreve Fareed Zakaria em "O Futuro da Liberdade", na "democratização da violência"!
Muito bom. Parabéns!
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