sábado, 21 de julho de 2012

Uma vida


 


No site do Expresso publicaram a "entrevista de vida" que Henrique Monteiro e Cristina Margato fizeram, em 2002, a José Hermano Saraiva que morreu ontem. Assim, e como homenagem a este grande homem, destaco o momento em que o interrogam sobre a morte:


 


“O senhor, há bocado, disse uma frase fantástica. Disse assim: «Gostava de saber qual o peso do camião que me vai atropelar.» O senhor não tem medo da morte?


 


Ainda há dias estava a conversar com um amigo sobre a doença que agora tive e da qual não é costume escapar-se (a mortalidade é de 80%) e a propósito, disse, «Escapei porque eu estava embaraçado, chegando lá, à porta do Paraíso, está lá o S. Pedro, e diz, 'Então, rapaz, diz lá os teus pecados´, e eu tenho de lhe dizer, 'Ó S. Pedro, eu não tenho pecado nenhum´. Ele vai achar que eu sou um presunçoso! “


 

8 comentários:

  1. não gosto dele. Ponto final!21 de julho de 2012 às 09:24

    Quando alguém morre as pessoas falam logo bem dele. É normal.
    Eu li a entrevista, aliás muito interessante, e mais uma vez tenho razão para não gostar deste senhor, mesmo que reconheça ter prestado um bom papel na divulgação da nossa história. Porque, o que ele faz não é história - História é mais do que relatar factos e depois porque ele era um vira casacas. Tipo Veiga Simão! a proximidade dele ao PS é patética!

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  2. Eu também acho que ele não era lá grande historiador. Ou seja, o facto de saber contar história não faz de ninguém um bom historiador. Porque se assim fosse os velhos nas aldeias que transmitiam as histórias e as lendas da localidade também o eram. E eu nunca vi ninguém a referir essa gente (a mais pura que há) a serem considerados historiadores. Para ser historiador há métodos e ele e os velhotes não os tinham.
    Dentro esta tipologia de gente que herdamos do antigo regime, Joaquim Veríssimo Serrão é um historiador. Lamentando a sua morte, JHS, não era um grande historiador. Todavia, é de pessoas com ele que a gente "oca" gosta. Como, pelos vistos, vocês, aqui no Farpas.
    São opiniões, meras opiniões. Continuem com o vosso belo trabalho!

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  3. Eu também acho que há historiadores e historiadores. Ele sabia contar a nossa história como ninguém e isso não é nenhum defeito. Tomara eu ter essa virtude!

    Por exemplo, para mim, José Mattoso é o maior historiador português de sempre. Mas como disse opiniões são opiniões e esta é a minha!

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  4. Concordo consigo.
    Vejam só aqui a quantidade de obras que ele publicou e comparem com o legado de Hermano Saraiva.

    http://www.wook.pt/product/searchidautores/autor_id/2222/fsel/8066

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  5. A lista de Saraiva
    http://www.wook.pt/product/facets?palavras=jos%C3%A9+hermano+saraiva

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  6. Eu na missa das 7 vou rezar por ele. É a obrigação de cristão!

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    1. A mim parece-me que não gostam dele porque ele era salazarista. JHS era um historiador de formação académica e aplicou os seus conhecimentos na divulgação televisiva da História de Portugal e assim contribuiu para despertar o interesse em História e cultura geral de muitas gerações, já é muito mais do que muita gente faz. Era um professor de História em directo. Aqui ninguém o exaltou como um investigador de História. No meu caso limitei-me a referenciar aqui a morte de um homem que atravessou vários períodos da História recente de Portugal, era em si mesmo a história viva. Quando morrer a Agustina Bessa Luís, aí sim exaltarei alguém com categoria de genial no Farpas.

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    2. Maria, espero que a Agustina, tal como as pilhas Duracel, dure e dure....É de facto uma enorme escritora!

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