Em Portugal anda tudo muito preocupado com o estatuto, por isso sentem-se obrigados a ter cursos superiores (não especialmente em serem especialistas de facto em alguma coisa) para poderem ter o tal "estatuto". Portugal se tivesse monarquia, o foge cão se não fazem-te Barão, para onde, se me fazem Visconde, de Almeida Garrett (também ele visconde) seria absolutamente contemporâneo. O que é valorizado em Portugal não é o saber, a inteligência, o conhecimento, mas sim o "networking", como se diz agora para aí. O sistema força a isso. Mas quando ouvimos pessoas a falar como o António José Seguro, ou como outros líderes partidários tais, quem percebe alguma coisa fica de cabelos em pé com a ignorância. Por isso não seria mais útil se em vez do sistema favorecer o surgimento de alpinistas académicos, criasse de facto cursos de um ano, ou mais, de gestão de um Estado? Uma especialização em gestão de Estados, com cadeiras de finanças públicas, de noções de macroeconomia, de contabilidade bancária, de mercados financeiros, com cadeiras de relações internacionais, de direito (nacional e internacional), de sociologia, de história, de história de arte, de agronomia? Para que quem chegasse a primeiro ministro, ou a ministro, tivesse umas noções básicas de matérias importantes para gerir um país?
Pensem nisso.
Mas porque será que a política tem que ser feita por políticos? Nós precisamos é de técnicos, de funcionários que (bem pagos) cumpram escrupulosamente os interesses do país.
ResponderEliminarComo sabe eu vivo em Faro. E estou convencido que um episódio como o que ocorreu com Macário Correia nunca aconteceria se as autarquias fossem geridas por técnicos. Por acaso acontecesse era despedido (seria um nosso funcionário) e seria preso!
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