Navegando pela net, sem eira nem beira, ofuscado pela caldeirada grega, enfim… fez-se luz! Encontrei aqui uma expressão histórica que reflecte bem a alhada em que fomos metidos: Refere-se a um chamado presente de grego e cujo exemplo histórico mais conhecido foi o Cavalo de Tróia, que literalmente significa uma “dádiva ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe”.
Se continuarmos a navegar no imaginário helénico, outra figura dessa rica mitologia traduz bem a “salganhada grega”. Refiro-me à primeira mulher criada por Zeus: Pandora (Πανδώρα), E, mais precisamente à expressão “Caixa de Pandora”, que na realidade era um jarro que “contém todos os males do mundo”! Ora, e tendo no nosso mais sombrio horizonte um mau resultado para o referendo proposto por Papandreou, conclui-se que esse será, seguramente, um mal para a Europa e, por acréscimo, para o mundo.

Mas não me fico aqui com as expressões idiomáticas. Pois não. Porque até eu, com esta decisão – ou se preferirem jogada de “poker” (na expressão de Manuel Maria Carrilho) até eu me vejo grego!
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