sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os que vos parece?


 


Concordam com a minha afirmação, segundo a qual, tal como acontece com os almoços, não há amizades grátis?


Embora, para a maioria das pessoas não exista um nexo nítido entre amor e amizade, a verdade é ninguém pode pensar a existência de um grande amor se não se pressupor uma grande amizade. Por outro lado, aqueles que entendem o amor, desde logo, como um exclusivo sexual, resultante da nossa natureza animal, devem ser das pessoas mais infelizes à face da terra! Porque se assim fosse, coitados dos padres, que "obrigados" a transmitir o Amor infinito de Deus e se vêem presos pela regra do celibato!


 


Há muito para se escreve e dizer sobre aquilo que nos faz viver e nos verdadeiramente distingue dos demais animais e seres vivos: a capacidade de amar. Inclusive, como fez S. Francisco de Assis (como, aliás, deveria ser vista a verdadeira ecologia) de amar os outros seres vivos!


 


 


Termino, citando Pascal: 


"Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem."


 


 


Nota -  Não confundir amor com instinto maternal.!



4 comentários:

  1. Ai António, que enganadora esta tua mensagem. Desde logo
    " coitados dos padres, que "obrigados" a transmitir o Amor infinito de Deus e se vêem presos pela regra do celibato!" Não podes estar mais longe da realidade interior das pessoas que escolhem amar a Cristo. Escolhem com as emoções, não com a razão. Escolhem com o coração como muitos casamentos não assentam nessa escolha.

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    1. 1/Aquilo que eu quis dizer é que a tentação da carne não é sinónimo de amor, i.e., não podemos passar a ideia de que para se transmitir amor, como acontece, por exemplo com os padres, que com sua vocação procuram, uns melhores do que outros, nessa opção de vida decidiram "transmitir" o Amor Divino, o temos que o fazer numa dinâmica sexual.
      2/ Dizes tu que os padres "escolhem com as emoções, não com a razão. Escolhem com o coração como muitos casamentos não assentam nessa escolha." Nem todos. Num tempo da minha vida tive aulas com seminaristas, e perguntei a eles como é que era de ter uma vocação, esse chamamento divino. E olha que a maioria deles não sabia do que é que estava a falar. Muitos disseram-me que estavam no seminário pois era uma forma de ser educados de borla. Fiquei chocado e disse-lhes! Pois é uma enormíssima hipocrisia. Este episódio dá-te razão: o "verdadeiro" padre escolhe com o coração, com as emoções. E tanto é assim que se trata de uma ideia que vai ao encontro com o que escreveu Pascal. Porém, na sua evolução enquanto padres há uma domesticação das emoções, tornando-os racionalistas. Para mim, os bispos são padres que pela sua acção, a história diz que alguns de forma calculista, se impuseram na hierarquia da igreja.

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    2. Um bom exemplo desse calculismo, e uma manchada no sentido ideal do cristianismo os Bórgias.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3rgia

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    3. Neste mundo há de tudo, agora, acredita que a Igreja não sobrevive porque há pessoas que vão para padres ou freiras para ter educação de graça. É preciso ir à essência das coisas e não aos clichés e ao superficial.
      Depois essa da tentação da carne, todo o amor é físico, e o conjugal é o essencialmente. Não há amor conjugal fora da sensualidade, que é a base do ser um só corpo e uma só carne. bjs

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