O Nobel da Paz foi atribuído a três mulheres, duas liberianas e uma iemenita. Com o prémio a ser entregue a Tawakkul Karman, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee, o comité norueguês afirmou em comunicado que "não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a menos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades do que os homens". Concordo em absoluto. É o elogio das quotas!
Quotas ou não, talvez seja o Nobel da Paz menos discutível dos últimos 10 anos.
ResponderEliminarNão discuto esse ponto, de facto é, como diz, "o Nobel da Paz menos discutível dos últimos 10 anos". Mas o problema é mesmo esse: quando uma mulher é premiada ou como aconteceu em Oslo, um grupo de mulheres é galardoado pelo o que fizeram e dá-se (bem) relevo ao facto torna-as sempre em espécies de "aves raras" porque a excepção ainda confirma a regra. Daí que tenha sublinhado ironicamente a questão da quotas! Por outro lado, convém não esquecer que muitas vez quando olho para as lutas da chamada "condição feminina" procurou-se "meter o Rossio na Betesga"!
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