O último filme-musical de Christophe Honoré, Os Bem-Amados, tem um leve sabor a Truffaut, nas cenas iniciais das pernas das mulheres a andarem em passos ritmados. A fazer lembrar o filme do realizador da Nouvelle Vague: O Homem que gostava de mulheres. Tem também qualquer coisa de Luís Buñuel quando vai buscar o enredo da Belle de Jour. A música é também uma boa notícia neste filme. Mas é pena que na parte que retrata o tempo contemporâneo o filme perca a estética e se torne monótono. Nem Milos Forman salva esse capítulo. O hoje vem carregado de realismo, as histórias de amor de hoje são histórias de solidão e de falta de amor. Isso é patente neste filme. Estou a cair no cliché que Woody Allen tão bem retratou no Midnight in Paris, a eterna nostalgia de um tempo que veio antes de nós. No meu caso, a nostalgia da Nouvelle Vague.
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