quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Europa, a crise e o futuro. Uma ideia de rumo.


 


“Sei que me desloco para um cemitério, mas é o mais agradável de todos os cemitérios”. Esta frase de "Os Irmãos Karamazov",  escrito em 1879, por Fiódor Dostoiévski, é um prenúncio de morte. Fúnebre. Que serve aqui como metáfora, metáfora a esta Europa em crise. Não só do Euro, mas, principalmente institucional.


Ao longo do seu devir a Construção Europeia caracterizou-se por avanços e recuos. E os Conselhos Europeus resumiam-se (e perdoe-se o exagero) a "palmadinhas nas costas" e ao “porreirinho, pá” sussurrado entre os pares, que nos levou à actual letargia.


Esta Europa, "sui géneris" e extraordinária, fundada no entulho pretérito deste continente (e, porque não, da humanidade) não tem que estar condenada pelos ditames de alguns, que possam provocar “pezudo enfartes” a altos dignitários, às visões curtas ou às contingências que poderão traduzir-se numa indesejável audição do "dobrar dos sinos”por este velho continente! Nem mais: sem uma vocação federal, logo funcional e não romântica, não vamos a lado nenhum e viveremos, como os outros querem e/ou desejam, a prazo. E, nesse caso seremos, utilizando as palavras de Milan Kundera, em "A Arte do Romance": verdadeiros europeus, ou seja, "aquele que tem a nostalgia da Europa"!



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