domingo, 13 de março de 2011

Um mundo mais perfeito

Como poderemos ter um mundo mais perfeito?


 


A democracia tal como está, assente na representatividade do voto, em si deveria ser suficiente para que os eleitos fossem os melhores. A competição levaria a que os candidatos se aperfeiçoassem e por essa via, seriamos governados pelos melhores. Mas tal não acontece. A democracia assente no acto eleitoral limitou-se a criar demagogos, agencias de marketing que fabricam imagens de perfeição, sem aderência à realidade, criou o lobby, criou o tráfego de influências, a corrupção, as cunhas, o controle dos meios de comunicação social.


 


A Monarquia seria uma solução? Não. Porque actualmente os reis são meros actores, não têm qualquer poder, e mesmo que tivessem, a hereditariedade só por si não garante a excelência.


 


Que solução? Como criar uma sociedade assente no mérito, e só neste? E atenção que o mérito é para tudo, o bom gosto, a estética, os bons valores, as boas maneiras também entram aqui. Não se confunda méritocracia (a palavra é tão rara que o corrector ortográfico a assinala como erro) com vantagens aos mais desfavorecidos socialmente. Até porque toda a gente tem obrigação de ser maior que o seu background social. Maior a todos os níveis. Toda a gente mesmo. A vida é um progresso.


 


Então que solução?


 


A mim parece-me que a única solução é criar uma escola de excelência para formar governantes. Uma escola que tivesse toda a parte curricular - que incluísse as matérias normais de um curso superior com uma forte vertente de cultura geral, gestão, filosofia, sociologia, psicologia, história de arte, música, artes plásticas, cinema, línguas (claro), direito, ética e moral, religião, enfim - tudo o que fosse necessário. Mas mais ainda. Eram precisos critérios que avaliassem valores, capacidade de resistir a pressões de todos os tipos. Era preciso ensinar a ter nobreza de carácter. Criar pessoas que fossem de bem, de amor ao próximo e depois disto também justas. Criar pessoas que não fossem preconceituosas, que não fossem ressabiadas, que estivessem acima das pequenas questões sociais e de poder que hoje governam (na sombra) o mundo, e Portugal é disso um bom exemplo. Era preciso um curso que tivesse uma componente de ética militar de defesa da honra e da pátria. Era preciso ser bom tecnicamente mas também que se soubesse distinguir o bem do mal, e que tivesse o discernimento de ver no bem o belo.


As eleições disputar-se-iam entre ideias diferentes mas no mesmo nível de excelência (a todos os níveis).


 


Alguns dirão que isto se assemelha muito a uma monarquia, porque essa preparação para ser "rei" se faz desde pequeno. Talvez uma espécie de monarquia eleita, que governasse.


 


Esta é a minha utopia.


 


 

Sem comentários:

Enviar um comentário