quinta-feira, 17 de março de 2011

Jogo de palavras


 


É preciso ter cuidado com as palavras, pois, não raras vezes são mal entendidas ou, como é hábito em sectores menos mitigados da nossa sociedade, reinterpretadas a seu bel-prazer. Foi precisamente o que aconteceu, quando se comemorou os 50 anos do início da Guerra Colonial, entre o que o Presidente Cavaco Silva disse e o que Francisco Louça diz que ele disse. O que, em última análise reflecte a diferença do Homem de Estado, do “olhar franco-atirador” do bloquista, que, na sua cabeça totalitária do “purista do regime”, actua como se não houvesse vida depois dele.


Porque se é certo que a extrapolação Guerra Colonial / determinação da juventude é infeliz, já que a solução bélica é sempre indesejável, não devendo ser sinónimo para motivação da juventude de modo a enfrentar o futuro, concluir-se, como fez o coordenador do Bloco de Esquerda, que o Presidente da República “está em guerra com o passado. Só assim se compreende compara as Forças Armadas de hoje com as da ditadura e do colonialismo” silencia, igualmente, uma página negra da nossa história, na qual, a “esquerda trauliteira” - pseudo-democrática - num desastroso “lavar das mão”, abandonou, aos caprichos dos deuses e da sorte, aqueles que, por lá, construíram os seus mundos e, de um dia para o outro, “ficaram a ver navios”!  E que, retornados à metrópole, se viram obrigados a “nascer” novamente!

Sem comentários:

Enviar um comentário