Eis José Sócrates no seu melhor estilo de comício: "Se bem entendi, a sua pergunta pretendia saber se era subserviente ter um encontro com a chanceler alemã, aqui na Alemanha. Respondo-lhe que o meu país tem oito séculos de história, não é subserviente com ninguém, a não ser com o seu povo e com o que o povo tem a dizer. Portugal trabalha como a Alemanha de forma empenhada e não acompanha o sentimento de alguma imprensa em Portugal".
Acho muita graça a esta proclamação de independência quando o Estado deve mais de 80% do que o país produz. Portugal se quer ser independente da Alemanha, então saia do euro. 800 anos de história são mais do que suficientes para um país se saber gerir a si próprio, ou não? Se Portugal quer ter os défices que quer e endividar-se o que quiser, então saia da euro. Assim já não precisa de dar explicações à Alemanha.
É muito engraçado esta coisa da soberania quando a dependência é total. A Alemanha não nos deve nada. Nós é que devemos à Alemanha. Esta é que é a realidade.
É por causa disso que este projecto do euro, sendo fundamental para a Europa, é todavia um projecto imperfeito. Não se pode ser uma federação financeira e depois querer ser uma soberania política. Ou melhor poder pode, mas o resultado é o que está à vista. É o que eu vejo como mera observadora do assunto.
Ou como dizia o outro: poder pode, mas não é a mesma coisa"!
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