A última camada da economia: inteligência, vontade e energia "quem tem tem, quem não tem, não tem."
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ernâni Lopes
A última camada da economia: inteligência, vontade e energia "quem tem tem, quem não tem, não tem."
Ernâni Lopes
A última camada da economia: inteligência, vontade e energia "quem tem tem, quem não tem, não tem."
O que ainda não ouvi nenhum governante português dizer
"Espanha vai reduzir emissão de dívida em um terço no próximo ano quando comparando com o plano inicial" diz Elena Salgado
Pois é, em Espanha é assim que lidam com o problema (e estamos a falar de um país que tem os juros da dívida soberana na ordem dos 5%, inferiores aos nossos):
Para compensar a redução da emissão de dívida, o Governo venderá 30% da empresa estatal espanhola Loterias y Apuestas del Estado (empresa que gere as lotarias em Espanha). O Governo permitirá também que os aeroportos de Madrid e Barcelona sejam geridos por privados, no âmbito de um plano que possibilita aos investidores comprarem 49% do negócio de gestão dos aeroportos. Esta medida permitirá um encaixe de oito mil milhões de euros.
Vendam a CGD, a participação na Galp, EDP, ANA, TAP, vendam tudo para baixar a dívida, e depois invistam no aumento da produtividade.
O que ainda não ouvi nenhum governante português dizer
"Espanha vai reduzir emissão de dívida em um terço no próximo ano quando comparando com o plano inicial" diz Elena Salgado
Pois é, em Espanha é assim que lidam com o problema (e estamos a falar de um país que tem os juros da dívida soberana na ordem dos 5%, inferiores aos nossos):
Para compensar a redução da emissão de dívida, o Governo venderá 30% da empresa estatal espanhola Loterias y Apuestas del Estado (empresa que gere as lotarias em Espanha). O Governo permitirá também que os aeroportos de Madrid e Barcelona sejam geridos por privados, no âmbito de um plano que possibilita aos investidores comprarem 49% do negócio de gestão dos aeroportos. Esta medida permitirá um encaixe de oito mil milhões de euros.
Vendam a CGD, a participação na Galp, EDP, ANA, TAP, vendam tudo para baixar a dívida, e depois invistam no aumento da produtividade.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O Apocalipse
Eu disse, num post anterior, que não quero cá o FMI, mas é praticamente certo que vamos ter a ajuda e intervenção do FMI no principio do ano que vem.
Em Maio de 2010, Fernando Ulrich (qual Cassandra) disse publicamente que o FMI estava à porta, e na altura, como compete a um país de brandos costumes, foi chamado de incendiário e de irresponsável, pelos seus pares banqueiros, que continuavam a elogiar alegremente o país.
Deixo aqui uns excertos desse discurso "incendiário":
Na sua intervenção no debate 'Do Défice ao Desenvolvimento' da Conferência Portugal em Exame, o presidente do BPI revelou:
"O dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem que saber".
"Tirem já o C do PEC, o C é para esquecer"
“O principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar".
"Não se trata de um problema de preço, mas sim de acesso ao crédito. Um problema que não sabemos hoje quando se vai resolver. Por isso mesmo, sugiro ao Governo que não publique cenários macroeconómicos sem explicar como estes se vão financiar."
"Portugal tem dificuldade em financiar-se e não sabemos quando vai deixar de ter, ou se vai deixar ter"
Um visionário Fernando Ulrich, um visionário.
O Apocalipse
Eu disse, num post anterior, que não quero cá o FMI, mas é praticamente certo que vamos ter a ajuda e intervenção do FMI no principio do ano que vem.
Em Maio de 2010, Fernando Ulrich (qual Cassandra) disse publicamente que o FMI estava à porta, e na altura, como compete a um país de brandos costumes, foi chamado de incendiário e de irresponsável, pelos seus pares banqueiros, que continuavam a elogiar alegremente o país.
Deixo aqui uns excertos desse discurso "incendiário":
Na sua intervenção no debate 'Do Défice ao Desenvolvimento' da Conferência Portugal em Exame, o presidente do BPI revelou:
"O dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem que saber".
"Tirem já o C do PEC, o C é para esquecer"
“O principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar".
"Não se trata de um problema de preço, mas sim de acesso ao crédito. Um problema que não sabemos hoje quando se vai resolver. Por isso mesmo, sugiro ao Governo que não publique cenários macroeconómicos sem explicar como estes se vão financiar."
"Portugal tem dificuldade em financiar-se e não sabemos quando vai deixar de ter, ou se vai deixar ter"
Um visionário Fernando Ulrich, um visionário.