sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Joana, Lucília e a política

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Ainda me recordo das utopias. Digo bem das utopias, como por exemplo as inscritas nos conceitos. Acontece que conceitos, e vamos lá esquecer das utopias, são meras "mirabolâncias". Palavras, e nada mais do que palavras. E as palavras só por si nada valem.


Um bom exemplo é o conceito de política, que sendo em si mesmo uma coisa boa, pois é claro que é, na prática funciona como uma competição que tem por troféu o Estado.


Esta ideia que li, há já bastante tempo, na obra de um constitucionalista francês está bem patente na teimosia reinante, e nomeadamente na suposição que sendo poder os partidos políticos – e neste caso o Partido Socialista – são os donos disto tudo!


Isto a vem a propósito da teimosia, do Dr. António Costa, da sua ministra da justiça e, inclusive, do Senhor Presidente da República que os procuradores da república só poderão cumprir um mandato, e o que a meu ver retracta bem o estado caótico da justiça em Portugal. Ou seja: quando a actual, mas já com as malas aviadas, procuradora, Joana Marques Vidal, fez um excelente trabalho no palácio Palmela, e uma vez que não havia nenhum impeditivo legal para a sua recondução, optam pela incerteza que uma nova nomeação acarreta, pondo em risco alguns dos processos pendentes.


Este é um país que não valoriza o mérito!


Efectivamente são decisões como esta - leiam o esclarecedor ensaio de Tiago Fernandes, para a Fundação Francisco Manuel dos santos - que explica a fraqueza da nossa sociedade civil,  e da debilidade da nossa democracia: por cá a “res publica”, ou a coisa pública, é feudo dos partidos políticos, quase sempre marcados por gente sem rosto, que desde as juventudes partidárias nada de mais fizeram de útil para os próprio e, principalmente, para o país!


 


Assim, e para terminar faço minhas as palavras do Dr. Passos Coelho, agradecendo-lhe a sua dedicação à justiça em Portugal!

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