
A melhor definição do que se passa no PSD veio da mais insuspeita voz: Luís Marques Mendes referiu-se, na SIC, ao PSD de Rui Rio como um Albergue Espanhol.
Isso acontece normalmente aos sucessores de líderes fortes, que, querendo marcar a diferença face ao antecessor entram numa ruptura desenfreada com o passado provocando cisões irreparáveis. O PSD está desnorteado.
Antevejo que depois de Pedro Passos Coelho o PSD faça uma grande travessia do deserto.
António Costa está para durar, o PS no Governo está para durar, e, lembrem-se, do que ao contrário do que acontece com as autarquias, não há limite de mandatos para primeiro-ministro.
Está tudo muito indignado com o fim do limite de dois mandatos para a liderança da China porque vai alargar a abrangência e horizonte do atual Presidente chinês, Xi Jinping.
“Xi Jinpin conseguiu finalmente atingir o seu maior objetivo desde que chegou à política chinesa, que é ser o Mao Tsé-Tung do século XXI”, comentou o analista político Willy Lam, da Universidade Chinesa de Hong Kong, referindo-se ao fundador da China comunista.
Ora com a atual situação do PSD, com a direita à deriva, e com António Costa num baile entre agradar à esquerda e agradar a Bruxelas, corremos o risco de ter o nosso Mao Tsé-Tung.

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