Ao ler esta notícia: Conselho de Administração do Banco Santander Totta vai ser reforçado com dois elementos não-executivos independentes: António Vitorino e Luís Campos e Cunha, que vai também liderar a Comissão de auditoria. não consegui deixar de pensar que o Santander Totta comprou os activos e passivos do Banif por 150 milhões e recebeu 1.766 milhões de euros do Estado para compensar a saída de activos do balanço do banco, sendo que depois o Santander Totta investiu o mesmo montante em dívida pública. António Vieira Monteiro revelou mesmo que antes da resolução do Banif, nas condições de venda do banco estava, como forma de compensar os activos excluídos pela oferta, a possibilidade de ser pago em obrigações da República Portuguesa. O montante da dívida do Estado que o Santander Totta comprou é igual ao montante injectado pelo Estado no Banif (1.766 milhões de euros).
Também achei uma coincidência suspeita que desde que o Governo de António Costa mandou um emissário (Diogo Lacerda Machado) negociar com os accionistas do BPI, e que desde que esteve a acompanhar as negociações na cupula do banco liderado por Fernando Ulrich, tenha sido escolhido para presidente da CGD precisamente um administrador do BPI, precisamente o que tinha o pelouro financeiro, que é aquilo que a Caixa precisa.
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