Ontem não bastou a morte de Maria de Jesus Barroso. Também ontem, pese embora já fosse de há muito expectável, morreu de doença prolongada Alberto Vaz da Silva, o Homem que estava atrás de uma grande mulher - Helena Vaz da Silva.
Estes desaparecimentos de duas pessoas de excepção faz-me pensar na morte. Na sua importância e, principalmente, na sua gestão. Não há sociedade que tenha futuro se não a souber gerir.
De facto a morte é incontornável! Mais cedo ou mais tarde, seja por acidente, incidente, doença ou com a maior das naturalidades, todos haveremos de morrer!
Se é certo que para nós, e enquanto cristãos, a morte passou a ser vida e, crendo Nele, deixámos de morrer. Existem outros casos, em que mesmo os não crentes, por aquilo que fizeram, ganharam por direito próprio à imortalidade. Trata-se, porém, de um processo que parecendo óbvio não é evidente. Esta imortalidade só é possível se as sociedades tiverem memória, pois é lá que reside a “habilidade” de se viver imortalmente. Daí a importância que tem social e culturalmente os cultos da morte, como daqui reside a importância da educação e da História. Porque, como o referi, uma sociedade sem memória não tem futuro. Definha!
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