sábado, 27 de junho de 2015

E se o não à austeridade ganha na Grécia?

 


 



O governo da Grécia passou para os gregos a responsabilidade de deitar fora o seu programa eleitoral. O governo de Tsipras leva a referendo as medidas de austeridade que são exigidas pelos credores europeus, provavelmente na esperança que os gregos votem a favor das propostas dos credores no dia 5 de Julho. Talvez seja mais do que uma esperança, talvez o governo de Tsipras saiba que os gregos querem ficar no euro porque sabem que a escolha se faz entre austeridade ou pobreza imprevísivel. 


Mas corre um risco. O de os gregos votarem contra as propostas dos credores. Nesse caso o governo deixa de ter legitimidade para manter a Grécia no euro. 


Por outro lado se ganhar o sim à austeridade, Tsipras terá de convencer o Eurogrupo a retomar as negociações. É que o Governo grego propôs uma extensão do programa por "algumas semanas" para acomodar a realização da consulta popular, mas a o Eurogrupo não concordou com um prolongamento para além de 30 de Junho, o dia em que termina o prazo do reembolso ao Fundo Monetário Internacional.


 

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