terça-feira, 10 de março de 2015

Ricardo Salgado visto por Fernando Faria de Oliveira


Estando hoje a ser ouvido aquele que sempre teve o apoio de Ricardo Salgado para liderar a Associação Portuguesa de Bancos, destaca-se a interessante visão dos acontecimentos de Fernando Faria de Oliveira. É interessante porque é sincera.


O presidente da APB considerou hoje, na CPI, que o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, fez uma leitura errada da situação do país e optou por uma fuga para a frente para tentar salvar o Grupo Espírito Santo (GES): "Apesar dos comportamentos individuais, eu creio que o que se passou foi uma leitura muito errada que ele [Ricardo Salgado] fez da situação que prevalecia no nosso país. Creio que o seu sentido de liderança, a forma como exercia o poder e liderança fê-lo correr para a frente. (...) O que eu não consigo entender é que nesta fuga para a frente se tenham esquecido questões da maior importância, nomeadamente, da responsabilidade de cumprir as normas da actividade bancária", disse hoje aos deputados, durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES/GES, Fernando Faria de Oliveira, que, sublinhou, que Ricardo Salgado "era uma figura muito respeitada em Portugal e no estrangeiro e a sua opinião era respeitada internacionalmente". Tudo isso, diz, "contribuiu para tornar mais difícil a percepção de que excedia o poder".

Fernando Faria de Oliveira disse aos deputados que nunca mais falou com Ricardo Salgado, desde o colapso do BES, e que se o fizesse "continuaria a tentar perceber como é que isto aconteceu".

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