domingo, 11 de dezembro de 2011

A jarra e as flores ou o lamento de um europeísta


Vincent van Gogh (1888)
Doze Girassóis numa jarra


 


Muito se tem escrito sobre a crise da Euro de modo a alavancar uma crise estrutural na construção europeia, i.e., que esta crise significa ou poderá traduzir o fim deste edifício erigido dos escombros da II Grande Guerra! Tal visão é, a meu ver, redundante e sem sentido! O Euro, em si mesmo, não é um fim é um mecanismo, um meio!


Imaginemos que estamos a comparar a conexão entre a jarra e as flores, entre o "continente" e "conteúdo". Imaginemos agora que a jarra é a União Europeia e que as Flores simbolizam o Euro. E chega-se à conclusão que este exercício é limitador. Todavia a realidade é mesmo esta. Entre o todo e a parte, os analistas optaram pela parte; só olham para as flores! Assim, concluo-o, que, na maior parte das análises que têm sido feitas – mesmo ao nível dos diversos directórios – há um grande desinteresse pelo estado da jarra, do todo, e uma preocupação desmedida com “a frescura” do ramalhete, pelo que seria significativo que alguém perdesse um pouco de tempo a ver e, se possível, a reparar qualquer possível fenda. Pois pode vir a ser tarde demais!

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