quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nós e o trágico (dos outros)



 


O ano de 2001 foi marcado, a nível nacional e internacional, por duas tragédias: a queda da ponde da Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-rios, e os atentados de 11 de Setembro ocorridos nos Estados Unidos (muito em particular os ataques às Twin Towers). Ambos são um claro exemplo de como a humanidade no seu distanciamento, ao digeri-los, os vai ignorando e os recalca no seu subconsciente. Por isso aproveito a ocasião, por um lado, para citar Danièle Cohn quando afirma que “A dor dos outros reforça a nossa satisfação por estarmos protegidos, ao mesmo tempo que a simpatia que sentimos perante tal espectáculo nos deixa descansados em relação à nossa inocência”, e, por outro, para que (utopicamente) lutemos pela nossa memória, na expectativa que um dia o homem consiga olhar para o passado e saiba corrigir o que fez de mal; num discurso direccionado a todos azimutes! Porque, efectivamente - e o provérbio aplica-se tanto a eles como a nós (onde a culpa teima em morrer solteira), "quem semeia ventos, colhe tempestades!"


 



 


 

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