quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A era Sócrates!


Meses depois de um agravamento do IRS e da subida do IVA para os três escalões em 1 ponto percentual, depois do falhanço do PEC II, eis a nova artilharia:

 




Salários dos funcionários públicos acima de 1.500 euros brutos sofrem corte em 2011 e a manter-se a partir de 2011 (aqui divergem Teixeira dos Santos e Sócrates). Mas pelo sim, pelo não confiem no Ministro das Finanças.




 




Aqui, estão incluídos órgãos de soberania e da Administração Pública, institutos públicos, entidades reguladoras e empresas públicas.  Incidirá sobre o total de salários e todas as remunerações acessórias dos trabalhadores, independentemente da natureza do seu vínculo . Para vencimentos brutos entre 1.500 e 2.000 euros a redução é de 3,5%. Para salários superiores o corte pode chegar aos 10%. 


  


Congelam as contratações. 


  


Reduzem as ajudas de custo, as horas extraordinárias e a acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação.




 




Pensões e a progressão na carreira da Função Pública serão congeladas durante um ano.




 




Eliminação do abono de família para os escalões de rendimentos mais elevados.


 


Aumento do IVA para 23%


 


A redução da despesa fiscal será ainda realizada através "da fixação de um tecto global para as deduções e benefícios fiscais". [ Revisão das deduções à colecta do IRS (já previsto no PEC); convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com regime de tributação da categoria A (já previsto no PEC)];


 


Reduzem as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico;


 


Reduzem os encargos da ADSE;


 


Será ainda criado "um novo imposto sobre o sector financeiro". Ninguém sabe de quanto.


 


Aumentam as taxas em vários serviços públicos designadamente nos sectores da justiça e da administração interna;


 


 Aumentam em 1 p.p. a contribuição dos trabalhadores para a CGA


 


Governo anuncia ainda que a PT estuda transferência do fundo de pensões (1.844 milhões) para o Estado, parece-me que esta receita extraordinária vai ser para pagar os dois submarinos contratados em 2009!!:


 


 


Teixeira dos Santos confirma: "a possível transferência do fundo de pensões da PT para o Estado irá permitir "cobrir a baixa execução das receitas não fiscais e os custos pela aquisição de dois submarinos contratados em 2009”. A receita gerada será inscrita na execução orçamental deste ano".

 



  


Vá lá:

 



 


Prometem extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta; 



 



 Reduzem em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado; 

 



 Reduzem as despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas;

 



 Reorganizem e racionalizam o Sector Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.

 



 Congelam o investimento público

 



  


FALTA:

 



O Estado anunciar que vai cortar os honorários milionários dos advogados e outros consultores, e se vai acabar com beneficios fiscais às fundações.

 



 


Posto isto, este  é um Orçamento à FMI.... Aí vem agora a outra face da moeda: a recessão.


 




 


O PIB desce, a dívida não desce, e assim aumenta a dívida pública sobre o que produzimos....

 


 

Vem aí a pobreza e os problemas sociais.



 


 

 





 

 


 


 


 




 

 


 


 



 

 


 


 

 

















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