terça-feira, 3 de agosto de 2010

Férias...

 



Um certo ar de Caraíbas nas praias, um calor seco, quase fazem esquecer os mosquitos assassinos que atacam sem dó nem piedade a qualquer hora do dia, deixando rastos proeminentes na pele, nunca vistos em nenhum mosquito do país.



Depois, há que dizê-lo, há muito social, tudo muito moda, mas pouca qualidade nisto de socializar. Não há uma rua dos cafés, como na velha São Martinho, onde todos se encontram e falam do tempo e do ano que ficaram sem se ver.


 


A Comporta é linda, e está de moda. Mas pode-se estar lá semanas sem saber quem está... até que nos encontremos por acaso numa das lojinhas da vila, num café, num restaurante, ou na missa das 7h no Carvalhal. Diz-se olá e adeus. Relações humanas ao bom estilo Zen, cada um por si e ninguém por todos. Na praia do Carvalhal (Pego), o velho Aqui há Peixe deu lugar a um restaurante que serve sushi na praia, imagine-se. Sushi na praia, em vez das velhas amêijoas à Bulhão Pato acompanhada da imperial.


 


Longe está a velha São Martinho onde tudo se passa na rua, nos cafés, na praia dos Salgados, na pastelaria Concha, nos restaurantes dali, como a Caravela, na Baía. Até hoje se servem as "crises" na rua dos cafés, desde os tempos da revolução de Abril onde aos bitoques se retirou o bife.


 


Todos estão com todos, e todos são uma família.... até as manhãs nebulosas servem para motivo de conversa... "isto vai abrir" dizem os são martinhenses!


 


Longe está São Martinho!


 



 

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