quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os banqueiros já sabem como será o impacto da venda do Novo Banco


Se há uma coisa que sai das duas conferências de imprensa de apresentação dos resultados dos bancos é que quer o BCP, quer o BPI já sabem que o impacto que os bancos terão de assumir pela diferença entre o valor da venda do Novo Banco e o valor que o Fundo de Resolução deve ao Estado, vai ser pago através da contribuição extraordinária que os bancos pagam ao Estado e que têm como destino o Fundo de Resolução. Será uma extensão dessa contribuição extraordinária que servirá para pagar esse GAP.


Mais, lê-se nas entrelinhas que o comprador pagará um valor nominal alto e que os ajustamentos a serem feitos ao preço serão à posteriori, depois das vicissitudes se confirmarem, e não à partida, quando essas circunstâncias surgem apenas enquanto cenário.


Tudo ficará decidido a meio de Agosto. Os bancos, donos do Fundo de Resolução, sabem disso.


*CSB (contribuição sobre o sector bancário) incide sobre "o passivo apurado e aprovado pelos sujeitos passivos…"


As receitas provenientes da CSB são afectas a Fundos de Resolução.


 

Os banqueiros já sabem como será o impacto da venda do Novo Banco


Se há uma coisa que sai das duas conferências de imprensa de apresentação dos resultados dos bancos é que quer o BCP, quer o BPI já sabem que o impacto que os bancos terão de assumir pela diferença entre o valor da venda do Novo Banco e o valor que o Fundo de Resolução deve ao Estado, vai ser pago através da contribuição extraordinária que os bancos pagam ao Estado e que têm como destino o Fundo de Resolução. Será uma extensão dessa contribuição extraordinária que servirá para pagar esse GAP.


Mais, lê-se nas entrelinhas que o comprador pagará um valor nominal alto e que os ajustamentos a serem feitos ao preço serão à posteriori, depois das vicissitudes se confirmarem, e não à partida, quando essas circunstâncias surgem apenas enquanto cenário.


Tudo ficará decidido a meio de Agosto. Os bancos, donos do Fundo de Resolução, sabem disso.


*CSB (contribuição sobre o sector bancário) incide sobre "o passivo apurado e aprovado pelos sujeitos passivos…"


As receitas provenientes da CSB são afectas a Fundos de Resolução.


 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Há mínimos

Não me querendo meter em medidas de coacção em suspeitas de crime, até porque não sou especialista, parece-me de elementar justiça deixar um arguido ir à missa, mesmo que esteja em prisão domiciliária. No caso de Ricardo Salgado mais ainda porque a capela é no quarteirão da sua casa. Acho que o juiz devia ter tido isso em atenção. Até porque mesmo um preso tem direito a missa na prisão. Toda a gente tem direito a ouvir uma missa em qualquer circunstância. Não me parece útil nem justo esse impedimento imputado ao senhor.

Há mínimos

Não me querendo meter em medidas de coacção em suspeitas de crime, até porque não sou especialista, parece-me de elementar justiça deixar um arguido ir à missa, mesmo que esteja em prisão domiciliária. No caso de Ricardo Salgado mais ainda porque a capela é no quarteirão da sua casa. Acho que o juiz devia ter tido isso em atenção. Até porque mesmo um preso tem direito a missa na prisão. Toda a gente tem direito a ouvir uma missa em qualquer circunstância. Não me parece útil nem justo esse impedimento imputado ao senhor.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Temos um Papa americano

O Obama anda em visitas de Estado como se fosse o Papa, prega sempre qualquer coisa de moral (da sua) em cada país que visita.

Temos um Papa americano

O Obama anda em visitas de Estado como se fosse o Papa, prega sempre qualquer coisa de moral (da sua) em cada país que visita.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A coragem de ser "de bem"

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É preciso fazer o elogio dos jornais que são geridos por pessoas "de bem". Vem isto a propósito do Jornal Oje que comemorou ontem os seus nove anos. Um projecto sério e limpo, que não pretende ser trampolim para nada, gerido por um jornalista bem intencionado, o Vítor Norinha, (uma pessoa de bem). Um jornal comprado por um empresário de coragem, o Luís Figueiredo. 


É preciso fazer o elogio das pessoas de bem. Pessoas que premiam o mérito em vez de o temerem. Pessoas que puxam pelos outros, que gerem motivando, em vez do estilo vilão com a vara na mão que por aí pulula muitas vezes para esconder fraquezas. Pessoas que querem fazer o melhor, sem que isso passe por agendas pessoais e políticas.


O jornalismo precisa de uma alteração de paradigma, e ao contrário do que muitos poderiam pensar, não é apenas o modelo de negócio que faliu, é o modelo de gestão dentro das redacções que está ultrapassado. É um modelo provinciano. Os jornalistas são muitas vezes justiceiros add-hoc, criam leis fora da lei, (na maior parte dos casos desconhecem em absoluto a lei que rege a sua profissão) criam sistemas preversos de promoção de "camaradas" e de "despromoção" (implícita e não declarada, porque a despromoção é ilegal) dos que representam linhas ideológicas "inimigas". Não há uma gestão de recursos humanos profissional. Há leis e estatutos que estão sempre a ser violados.


O jornalismo é em muitos casos uma actividade artesã.


O que fazem as autoridades?


Há profissionais que têm carteira a dar entrevistas a falar de assessorias a empresas, e não há nenhuma iniciativa da Comissão da Carteira para pedir explicações. Mas se um jornalista mal pago, alguns ganham o ordenado mínimo já incluído o subsidio de almoço, o que é ilegal, se atrasar a pagar os 50 euros para renovar a carteira arrisca-se logo a levar com uma contra-ordenação de milhares. 


Falta um regulador a sério, como existe para as outras entidades, que esteja sempre a assegurar que as leis da imprensa, o estatuto dos jornalistas, o código dos direitos de autor, etc, estão ser cumpridas dentro das redacções. Com gabinete de reclamações e com direito à aplicação de coimas. Mas a ERC só parece interessar-se pelo cumprimento das leis na relação dos jornais com terceiros. Mas também é preciso garantir o cumprimento das leis dentro das quatro paredes de um jornal. 


Viva o jornalismo "de bem".