Há maus descobridores que pensam que não há terra, quando não vêm mais nada do que mar
Francis Bacon (1561-1626)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Portugal na categoria de activo tóxico
Dizem-me que Portugal já está na categoria de activo tóxico para os investidores europeus. Os países e as empresas europeias, quando querem mostrar o seu melhor lado empunham os seus balanços limpos de investimentos em dívida pública de alguns países europeus, nomeadamente Portugal, e limpos de investimentos em obrigações de bancos portugueses.
Os nossos bancos continuam a ser "barrados" no mercado monetário e no mercado de dívida a coisa não corre melhor. Não se iludam, que os nossos bancos não estão livres da falência...
Preparem-se para as novas ondas de fusão que podem surgir nos escombros da crise de liquidez. Os portugueses vão ter de engolir o orgulho e a vaidade com esta crise, lá isso vão
Os nossos bancos continuam a ser "barrados" no mercado monetário e no mercado de dívida a coisa não corre melhor. Não se iludam, que os nossos bancos não estão livres da falência...
Preparem-se para as novas ondas de fusão que podem surgir nos escombros da crise de liquidez. Os portugueses vão ter de engolir o orgulho e a vaidade com esta crise, lá isso vão
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Hungria, mais um da UE na bancarrota
Hungria à beira do default, mais uma acha para a crise da liquidez que afecta muito os bancos portugueses.
O Governo húngaro alertou que o país está numa "situação económica muito grave", tendo acusado o anterior Executivo de manipular dados e mentir sobre o estado do país. A declaração está a penalizar os mercados, uma vez que uma situação de "incumprimento" no pagamento da dívida pública não está afastada. Este alerta teve um efeito pronunciado nos mercados, com as bolsas europeias a acentuarem as perdas e o euro a recuar para mínimo de quatro anos, abaixo de 1,21 dólares. A moeda húngara recua 1,8% e a bolsa de Budapeste desce mais de 4%.
Consequência inevitável: a falta de confiança agrava-se. O mercado monetário continua fechado, o mercado de dívida pública vai ficar agora mais céptico. Os spreads sobem. As economias frágeis, como a portuguesa vão ser afectadas por contágio. Os bancos portugueses continuam com a corda na garganta sem luz ao fundo do túnel.
O Governo húngaro alertou que o país está numa "situação económica muito grave", tendo acusado o anterior Executivo de manipular dados e mentir sobre o estado do país. A declaração está a penalizar os mercados, uma vez que uma situação de "incumprimento" no pagamento da dívida pública não está afastada. Este alerta teve um efeito pronunciado nos mercados, com as bolsas europeias a acentuarem as perdas e o euro a recuar para mínimo de quatro anos, abaixo de 1,21 dólares. A moeda húngara recua 1,8% e a bolsa de Budapeste desce mais de 4%.
Consequência inevitável: a falta de confiança agrava-se. O mercado monetário continua fechado, o mercado de dívida pública vai ficar agora mais céptico. Os spreads sobem. As economias frágeis, como a portuguesa vão ser afectadas por contágio. Os bancos portugueses continuam com a corda na garganta sem luz ao fundo do túnel.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Batalha de Aljubarrota
Eu acho que no fim de todas as batalhas a PT vai acabar por vender a Vivo à Telefónica. Não tem alternativa. Porque o máximo que pode almejar é a ficar com a Telefónica numa situação de impasse. Mesmo que consiga capital para cobrir a oferta da Telefónica (5,7 mil milhões), não tem grandes hipóteses de conseguir que os espanhóis vendam a sua parte na operadora móvel no Brasil. A Telefónica ganha mais em sinergias (porque tem a rede fixa no Brasil) do que a PT, pelo que a Vivo é mais valiosa para os espanhóis. Para além de a Telefónica ter um papel predominante na gestão da Vivo e de travar a distribuição de dividendos, e isso afectar mais a PT e os seus accionistas que os espanhóis. Sofrem do mal do país (endividamento).
A PT vai acabar por ter de vender a Vivo e usar o dinheiro para investir noutra operadora num mercado fora da Europa, que tenha afinidades com Portugal (Brasil? PALOPs?). Desta vez sozinha, e sem parceiros gigantes com 50%.
Não haverá OPAs hostis à PT, a Telefónica está a fazer bluff. É um facto que a PT tem muita perícia na defesa de OPAs, e tem aliados expert em "white knight" (accionistas que ajudam à defesa) - neste caso o accionista aliado seria a Telmex - mas esta tática só funciona em estratégias de defesa. Nada podem numa estratégia de contra-ataque.
A PT precisa da Vivo, mas só se houver dividendos que lhe sejam distribuídos. Valbuena sabe bem como ferir a PT. E embora Zeinal não seja subestimável, a verdade é que a nossa PT está em desvantagem face à Telefónica, quanto mais não seja pela capacidade financeira da operadora espanhola.
A PT vai acabar por ter de vender a Vivo e usar o dinheiro para investir noutra operadora num mercado fora da Europa, que tenha afinidades com Portugal (Brasil? PALOPs?). Desta vez sozinha, e sem parceiros gigantes com 50%.
Não haverá OPAs hostis à PT, a Telefónica está a fazer bluff. É um facto que a PT tem muita perícia na defesa de OPAs, e tem aliados expert em "white knight" (accionistas que ajudam à defesa) - neste caso o accionista aliado seria a Telmex - mas esta tática só funciona em estratégias de defesa. Nada podem numa estratégia de contra-ataque.
A PT precisa da Vivo, mas só se houver dividendos que lhe sejam distribuídos. Valbuena sabe bem como ferir a PT. E embora Zeinal não seja subestimável, a verdade é que a nossa PT está em desvantagem face à Telefónica, quanto mais não seja pela capacidade financeira da operadora espanhola.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O cúmulo do optimismo é.... Ricardo Salgado
"País não está num beco sem saída, nem vai contra a parede"
Os bancos vão ter de financiar-se mais através da captação de depósitos e do BCE, diz Ricardo Salgado. É que as outras hipóteses estão fechadas. Ou seja: “o mercado interbancário está fechado”. As instituições deixaram de novo de emprestar dinheiro entre si na Europa, voltando a paralisar o mercado interbancário. "Este mercado nunca recuperou totalmente desde a falência do Lehman e que agora voltou a fechar. Houve uma secagem brutal de liquidez”, disse o banqueiro. Recorrer a emissões de obrigações junto dos investidores internacionais também não é alternativa. “Se o Estado está a pagar 4,3%, os bancos vão pagar ainda mais. Imaginem que ‘spreads’ seria necessário cobrar no crédito”, disse o presidente do BES. “Se formos agora buscar financiamento de médio e longo prazo, com estes ‘spreads’, não conseguimos financiar a economia”. "A solução é aumentar a componente de depósitos. Neste momento 60% do financiamento do banco vem dos depósitos e vamos ter de aumentar esta componente". Mas, avisa o emblemático banqueiro, o recurso a esta via significa, no entanto, que vai “desacelerar a concessão de crédito”. É assim "natural que a concorrência se possa intensificar no mercado doméstico”.
O recurso às linhas de cedência de liquidez do BCE, que representam actualmente cerca de 3% do total de activos da banca portuguesa, deverá também intensificar-se. Portanto estamos a falar de financiamento a curto prazo, e com isto quer-se dizer 3, 6 meses, talvez até um ano. Os banquinhos portugueses estão condenados a financiar empréstimos a trinta anos com financiamento a seis meses.... Mas pasme-se, que perante este cenário de miséria, que eu diria mesmo assustador, Ricardo Salgado conclui que: "não há motivo para desesperar". E contrariando as recentes declarações do presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou que “não estamos num beco sem saída, nem vamos contra a parede”.
Nem Sócrates, em pleno estado de êxtase, consegue fazer melhor!
Os bancos vão ter de financiar-se mais através da captação de depósitos e do BCE, diz Ricardo Salgado. É que as outras hipóteses estão fechadas. Ou seja: “o mercado interbancário está fechado”. As instituições deixaram de novo de emprestar dinheiro entre si na Europa, voltando a paralisar o mercado interbancário. "Este mercado nunca recuperou totalmente desde a falência do Lehman e que agora voltou a fechar. Houve uma secagem brutal de liquidez”, disse o banqueiro. Recorrer a emissões de obrigações junto dos investidores internacionais também não é alternativa. “Se o Estado está a pagar 4,3%, os bancos vão pagar ainda mais. Imaginem que ‘spreads’ seria necessário cobrar no crédito”, disse o presidente do BES. “Se formos agora buscar financiamento de médio e longo prazo, com estes ‘spreads’, não conseguimos financiar a economia”. "A solução é aumentar a componente de depósitos. Neste momento 60% do financiamento do banco vem dos depósitos e vamos ter de aumentar esta componente". Mas, avisa o emblemático banqueiro, o recurso a esta via significa, no entanto, que vai “desacelerar a concessão de crédito”. É assim "natural que a concorrência se possa intensificar no mercado doméstico”.
O recurso às linhas de cedência de liquidez do BCE, que representam actualmente cerca de 3% do total de activos da banca portuguesa, deverá também intensificar-se. Portanto estamos a falar de financiamento a curto prazo, e com isto quer-se dizer 3, 6 meses, talvez até um ano. Os banquinhos portugueses estão condenados a financiar empréstimos a trinta anos com financiamento a seis meses.... Mas pasme-se, que perante este cenário de miséria, que eu diria mesmo assustador, Ricardo Salgado conclui que: "não há motivo para desesperar". E contrariando as recentes declarações do presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou que “não estamos num beco sem saída, nem vamos contra a parede”.
Nem Sócrates, em pleno estado de êxtase, consegue fazer melhor!
terça-feira, 25 de maio de 2010
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